Me abraçe e me impeça de pensar
Envoltos nos lençóis amassados
Me diga o que sente e não me deixe ignorar
Me force a aceitar o que fizemos, me mostre o que perdemos, não deixe de me amar
Não minta para mim, não me deixe mentir para nós
Continue perto, se afaste aos poucos, não me deixe notar
Diga pra mim o que te incomoda, tire isso de mim, me deixe ser eu mesma, não me deixe te fazer mal
Grite comigo, grite e fale tudo
Mantenha a voz mansa, não eleve
Fale tudo, cale-se quando quiser falar
Não discuta, não briguemos
Nunca deixe nada passar
Não me deixe passar
Não me pare, nunca
Me segure sempre
Não me veja, feche os olhos
Não me toque, guarde as mãos
E a boca
E o corpo
Os sentidos
Não me escute
Eu já amei e não sei mais...
Eu já não sei nem se há mais
Eu não sei nem se há eu
Dei tudo o que tinha e recebi o troco
Beije-me só mais uma vez e, dessa vez, não me alcance, não podemos mais, não aprenderemos mais nada O processo acabou.
Levante de nossa cama, esse ninho não é mais seu É meu espaço, nele está presente quem está no meu coração Lanço esse coração ao vento, que ele o leve, não o desejo mais Levante-se e saia, e não volte aqui
Ah, antes que esqueça, quando voltar traga lençóis novos Quero outro ninho, este está morto
Construamos um novo.
Envoltos nos lençóis amassados
Me diga o que sente e não me deixe ignorar
Me force a aceitar o que fizemos, me mostre o que perdemos, não deixe de me amar
Não minta para mim, não me deixe mentir para nós
Continue perto, se afaste aos poucos, não me deixe notar
Diga pra mim o que te incomoda, tire isso de mim, me deixe ser eu mesma, não me deixe te fazer mal
Grite comigo, grite e fale tudo
Mantenha a voz mansa, não eleve
Fale tudo, cale-se quando quiser falar
Não discuta, não briguemos
Nunca deixe nada passar
Não me deixe passar
Não me pare, nunca
Me segure sempre
Não me veja, feche os olhos
Não me toque, guarde as mãos
E a boca
E o corpo
Os sentidos
Não me escute
Eu já amei e não sei mais...
Eu já não sei nem se há mais
Eu não sei nem se há eu
Dei tudo o que tinha e recebi o troco
Beije-me só mais uma vez e, dessa vez, não me alcance, não podemos mais, não aprenderemos mais nada O processo acabou.
Levante de nossa cama, esse ninho não é mais seu É meu espaço, nele está presente quem está no meu coração Lanço esse coração ao vento, que ele o leve, não o desejo mais Levante-se e saia, e não volte aqui
Ah, antes que esqueça, quando voltar traga lençóis novos Quero outro ninho, este está morto
Construamos um novo.
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