Imagine se nós passássemos o dia brincando num parque daqueles de sonhos infantis, com balanços como os da nossa infância, nos nossos tempos de crianças felizes e despreocupadas.
Imagine o escorrega no qual pudéssemos andar, que fosse maior, bem maior do que somos agora, do jeito que era quando nossas pernas eram curtas.
Imagine uma grama imensa, assim como o nosso jardim, quando corríamos por horas para chegar ao outro lado, e que hoje o percurso é feito com indiferença, em um passo de adulto.
Imagine a piscina de bolas, daquelas onde podemos nos perder dentro, hoje somos indiferentes às cores das bolas. Como brilhavam! Nossos reflexos Mignone...
Eu escuto as risadas, pode ainda reativá-las em sua mente? Do que é feita sua memória? O que ocupa nossas cabeças? Nós nunca fomos assim, gente grande.
Imagine o telefone, aquele fio longo, longo... Aonde foi parar o fio? O telefone diminuiu? Fomos nós que crescemos?
Imagine brincar de pique esconde... entrar nos armários, se esconder atrás das bonecas, dos brinquedos. Não os acho. No meu armário não caibo mais, e dentro deles só encontro maquiagem.
Lembra do batom vermelho da vovó? Não sei onde ele está. Nem ele, nem a vovó. Um dia eu acordei e ela não estava mais por aqui.
Lembra do almoço em família? Quando sentávamos no sofá, todos nós, numa só poltrona, e ainda tinha espaço para a tia sentar lá e contar histórias? Lembra das histórias? Eram sempre as mesmas, eram sempre diferentes para a gente, nunca perdiam a graça. Hoje me canso logo nas primeiras histórias que as pessoas contam.
Lembra de como ríamos com as imitações do titio? Sinto falta dele, sinto falta das risadas também, eram tão sinceras, tão mágicas, tão alegres... nunca mais ri assim...
Nossa felicidade diminuiu? Fomos nós que a perdemos?
Nós amadurecemos...
Nós amadurecemos...
Nós?
Amadurecemos?
...
Imagine o escorrega no qual pudéssemos andar, que fosse maior, bem maior do que somos agora, do jeito que era quando nossas pernas eram curtas.
Imagine uma grama imensa, assim como o nosso jardim, quando corríamos por horas para chegar ao outro lado, e que hoje o percurso é feito com indiferença, em um passo de adulto.
Imagine a piscina de bolas, daquelas onde podemos nos perder dentro, hoje somos indiferentes às cores das bolas. Como brilhavam! Nossos reflexos Mignone...
Eu escuto as risadas, pode ainda reativá-las em sua mente? Do que é feita sua memória? O que ocupa nossas cabeças? Nós nunca fomos assim, gente grande.
Imagine o telefone, aquele fio longo, longo... Aonde foi parar o fio? O telefone diminuiu? Fomos nós que crescemos?
Imagine brincar de pique esconde... entrar nos armários, se esconder atrás das bonecas, dos brinquedos. Não os acho. No meu armário não caibo mais, e dentro deles só encontro maquiagem.
Lembra do batom vermelho da vovó? Não sei onde ele está. Nem ele, nem a vovó. Um dia eu acordei e ela não estava mais por aqui.
Lembra do almoço em família? Quando sentávamos no sofá, todos nós, numa só poltrona, e ainda tinha espaço para a tia sentar lá e contar histórias? Lembra das histórias? Eram sempre as mesmas, eram sempre diferentes para a gente, nunca perdiam a graça. Hoje me canso logo nas primeiras histórias que as pessoas contam.
Lembra de como ríamos com as imitações do titio? Sinto falta dele, sinto falta das risadas também, eram tão sinceras, tão mágicas, tão alegres... nunca mais ri assim...
Nossa felicidade diminuiu? Fomos nós que a perdemos?
Nós amadurecemos...
Nós amadurecemos...
Nós?
Amadurecemos?
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