quinta-feira, 5 de maio de 2005

Feliz o poeta que sabe amar


Feliz o poeta que sabe amar

Por que razão haveria de me amar,
Se esses versos feitos para te conquistar
Justificam todo o amor que tens por ela
E as carícias que ambos estão a trocar.

É um sentimento que às vezes me domina
Que alegra e entristece meu viver
Que coloca um sorriso em meus lábios,
É apenas a lembrança de você.

Mas recordo de seu rosto entristecido
Seu olhar perdido na imensidão
Dessa vida sempre cheia de mistérios,
Que acaba por me arrastar para a solidão.

Mas de rimas não vive nenhum homem,
Quanto mais uma menina quase mulher
Pois sempre que a tristeza me consome,
Vem em mente a mulher que você quer.

Nathália Jaimovich.

domingo, 1 de maio de 2005

Por que?

Por que?

Por que o céu é tão azul,
Nas nuvens não dá pra por a mão?
A terra improdutiva então,
E essa sociedade não ajuda não?

Por que não dá pra respirar debaixo d’água
E fazer como o tubarão
Vivendo nas profundezas,
Mas nunca na solidão?

Por que o beija-flor sabe voar,
Mesmo sem bater parece flutuar?
E a borboleta colorida,
Por que é símbolo de vida?

Por que quando nascemos
Todos querem nos abraçar,
E quando nós crescemos
Passam a nos odiar?

Por que mamãe não deixa palavrão,
Se quando está com raiva grita de montão?
Por que fazemos tanta indagação?
Será que é porque não agüentamos mais o NÃO?

Por que nós choramos sempre que
Alguém acaba por nos magoar?
Por que nunca nos vêem aqui,
Esperando a hora de alguém responder?