Eu tenho sonhado com portas entreabertas
E por trás delas há alguém, ou algo, eu ainda não sei.
Eu tenho acordado no meio da madrugada para beber água e, quando vejo, já acabei com a geladeira.
Eu tenho me levantado no meio da noite para ir ao banheiro. Quando dou por mim estou debaixo do chuveiro, só para ouvir a água cair.
Eu me visto, sento no chão, olho a formiga que sempre está lá. Ela me espera? Sou eu que estou lá quando ela também está? Acho que devemos conversar...
Ela foge, eu vou com os olhos, à procura. E tateio o chão, e tateio...
Daí abro a torneira, lavo a mão, o braço, o rosto.
O cabelo se solta, e o molho também, e penteio, e prendo, e ele solta, e prendo e ele fica.
Viro, ele solta.
Então o corto. Agora não tem diferença preso ou solto, ele não incomoda mais.
Quarto.. janela. Aonde está a Lua? Será que fugiu como a formiga? Minha mão não pode tentar alcançar a Lua, não dá.
Aonde está? Desenho-a na teto. Agora tenho minha própria Lua. Mas ela não brilha como a outra...
Hey, hey, não acenda a luz ainda, dona Lua...
Guardo a purpurina. Agora ela brilha também!
E as estrelas? Aonde estão?Ah, sim, elas são de neon.
Fecho os olhos.
Abro-os.
A porta está entreaberta, há alguém do outro lado.
Levanto-me, está tarde, quem será?Olho pela fresta. Reconheço o vulto, deito na cama.
Está tudo bem, era apenas eu.
E por trás delas há alguém, ou algo, eu ainda não sei.
Eu tenho acordado no meio da madrugada para beber água e, quando vejo, já acabei com a geladeira.
Eu tenho me levantado no meio da noite para ir ao banheiro. Quando dou por mim estou debaixo do chuveiro, só para ouvir a água cair.
Eu me visto, sento no chão, olho a formiga que sempre está lá. Ela me espera? Sou eu que estou lá quando ela também está? Acho que devemos conversar...
Ela foge, eu vou com os olhos, à procura. E tateio o chão, e tateio...
Daí abro a torneira, lavo a mão, o braço, o rosto.
O cabelo se solta, e o molho também, e penteio, e prendo, e ele solta, e prendo e ele fica.
Viro, ele solta.
Então o corto. Agora não tem diferença preso ou solto, ele não incomoda mais.
Quarto.. janela. Aonde está a Lua? Será que fugiu como a formiga? Minha mão não pode tentar alcançar a Lua, não dá.
Aonde está? Desenho-a na teto. Agora tenho minha própria Lua. Mas ela não brilha como a outra...
Hey, hey, não acenda a luz ainda, dona Lua...
Guardo a purpurina. Agora ela brilha também!
E as estrelas? Aonde estão?Ah, sim, elas são de neon.
Fecho os olhos.
Abro-os.
A porta está entreaberta, há alguém do outro lado.
Levanto-me, está tarde, quem será?Olho pela fresta. Reconheço o vulto, deito na cama.
Está tudo bem, era apenas eu.
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