Este texto, para ser compreendido em plenitude, deve ser lido três vezes, cada vez ao som de uma música.
São elas, nesta ordem:
São elas, nesta ordem:
Alice crescia a olhos vistos. Com tão pouca idade já imprimia no mundo as razões para sua existência.
Formava seus ideais com certeza e neles persistia com firmeza, até mudar completamente de opinião.
Séria, falava quase sempre brincando. E, quando brigava, o fazia com semblante fechado e olhar acolhedor.
Apaixonada, odiava tudo aquilo que não lhe agradava. E do alto de seu autoritarismo, abraçava todas as causas.
Alice não era de fácil convivência. Talvez por isso fosse sempre rodeada de pessoas.
Discreta, falava em voz baixa e sua risada, sincera, era ouvida a quarteirões de distância.
Muito comunicativa, adorava estar só. Era estando consigo mesma que encontrava graça nos outros.
Dispersa, assistia todas as aulas, e nelas falava mais que o professor.
Era ruim em contas, e suas notas em matemática eram quase sempre as mais altas.
Boa em literatura, quase não lia livros, conhecendo-os de cor pela essência.
Péssima em esportes, era a última a ser escolhida, e a primeira a ser levantada pelas jogadoras após a vitória.
Sensível que era, sempre fazia as perguntas certas para as pessoas erradas.
Alice era simples, e talvez fosse este o motivo de ninguém entendê-la.
Adepta das visões minoritárias, convencia a todos de suas incertezas.
De beleza peculiar, passava despercebida pela multidão, com seus cabelos que mudam de cor de acordo com a estação.
Alice amava sua família. Não tinha pai nem mãe.
Alice era um devaneio que deu quase... (in)certo.
Quem sabe um dia, por descuido ou poesia, Alice possa estar

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