quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Eu queria dizer que te amo

E foi olhando para ele ali, em pé, em frente ao nada, que se deu conta de que não mais o conhecia.
Ele era um completo estranho, e tudo que antes ela admirava, agora nada mais lhe dizia.
Era outro. Era outra mente, outros sentimentos, outro mundo.
Outros mundos.
O mundo dela agora o encantava.
E o mundo dele, que antes a encantava, não mais existia.
Ele era outro e queria a vida dela, queria ter amarras como ela, parâmetros como ela.
E a liberdade que ele tinha? Sumira.
Não era só ele outro. Era ela também outra.
Eram dois estranhos que se conheciam há muito tempo.
Eram dois, indiscutivelmente dois. Não seriam um nunca mais.
O tempo passara, o sentimento também.
Naquele instante, não mais a importava ouvi-lo dizer que a amava.
Agora, ao contrário de toda a sua vida, o que ela queria era ouvir, de si mesma, que o amava.
Estava tudo silencioso dentro dela.
Havia acabado.
Agora ela sabia.

4 comentários:

Ana Vitória disse...

Quando isso aconteceu comigo, me senti livre. Mas claro, depende da pessoa. Um dia vc conhece alguém e na mesma hora tem a absoluta certeza de que se conheciam há décadas. Ou então a pessoa que está contigo há muito tempo sempre lhe foi uma desconhecida, completamente estranha. E é horrível compartilhar segredos com estranhos

Nathália. disse...

Ana Vitória --> Primeiramente estou morrendo de saudade de você!
Tendo falado isto... sim, é muito estranho se dar conta de que tanta coisa mudou em tão pouco tempo (beleza, se for pensar bem a novela das personagens durou uns 2 anos, mas passou tão rápido!)
Mas eu não me senti mal por me dar conta de que tinha acabado, pois isso eu já sabia. O que me deixou meio desnorteada foi o fato de que me dei conta do quanto OS DOIS MUDARAM.
Mas faz parte, e faz bem!

Marcelle disse...

é estraho quando você percebe que acabou.

beijos chuchu

Nathália. disse...

É sim, e o mais estranho é depois, quando o tempo passa, e você vê que não se importa mais por ter acabado.