segunda-feira, 5 de julho de 2010

Guardei sem ter porque, nem por razão ou coisa outra qualquer além de não saber como fazer pra ter um jeito meu de mostrar

O título do texto é fruto da música "Pra você guardei o amor", do Nando Reis.
Quantas foram as vezes em que sacrificou um sonho teu em prol da realização de um sonho alheio?
Quantas foram as vezes nas quais disse "não" quando queria dizer "sim"?
Quantos olhares evitou por medo de se deixar conquistar irreversivelmente?
Quantos textos escreveu exaurindo o sentimento teu?
Quantas palavras disse para afastar de ti a sua felicidade?

Nada?

Pois bem, você então não sabe nada de sentir. A verdade é que quem sente o faz em silêncio falado e palavras escritas.
Quem sente e se importa, escuta e não fala, cala.
Quem sente de fato, reconhece o perigo de desejar viver e foge do sentimento, o nega, manipula.
O verdadeiro sensível faz-se de insensível para ver o teu sorriso mas não se iludir. Sei que eu o criei, mas sei que não sorrirá para mim.

Se não pode amar, não ame nem minhas palavras, ame aqueles que eu lhe convencer a amar.
Eu e meus roteiros, eu a controlar os roteiros alheios.

Todavia, não posso tentar viver sua vida por ti. Nem tampouco abrir mão da minha vida por quem quer que seja. Além disso, você já pode viver sem mim. Desse modo, adeus.

3 comentários:

barthesx disse...

Nathália.
Adeus....
.....até o próximo post,que intuo,você já o escreveu.
Bjosss...

barthesx disse...

Estou seguindo o teu blog a tempos.Eu sou o Steiger27,que aparece sem foto.Sou analfabeto digital,por isso vai ainda demorar algum tempo até eu encontrar uma forma de resolver esse pequeno problema.Belo texto esse teu último,como tudo aquilo que,na verdade,tu escreves.Estou apenas de passagem,outro dia,me demorarei um pouco mais nas complexidades liricamente,pelo seu texto, suscitadas.Bjosss...

Nathália. disse...

Ah, obrigada! Bom saber "quem você é". Obrigada pelos seus comentários, sempre gosto deles. Esse texto tem motivação bem particular, e deve ser entendido sob a ótica dos últimos textos: "Eu, roteirista e coadjuvante. Eu, a peça inteira", "Como discutir sem discutir", "Caro sem destinatário definido" "Caro você [1] e [2]", "Desborboletar", "Adolescênticos", "Borboletas no estômago" e "Porque estou cansada de mentir para mim". Todos estes, incluindo o último espero que fechem um determinado ciclo. Sugiro que leia de acordo com a ordem de postagem, dos anteriores ao atual. Tenha ótima noite!