As borboletas tomavam-lhe conta.E num movimento ritmado desritmavam-lhe a vida.
Nada era terminado de fato.
A única permanência era a guerra, e a paz era apenas hiato daquela.
Estava em guerra com as borboletas
Mas perdia
E, por perder,
Entrava em guerra consigo mesma.
Olhava a tela . Nada . Atualizava . Nada.
Era só silêncio no caos dos ônibus e buzinas todas e das pessoas todas.
Quase todas as pessoas.
Uma delas era ainda silêncio.
E as expectativas insetóides aumentavam.
E continuavam, dentro dela.
E eis que então o silêncio se rompe, confuso, e o som frustra-lhe a expectativa.
E quase todas as pessoas passam, por um momento, a ser todas: a falar. E aquela pessoa que estava calada, fala: o que ela não desejava ouvir. E se cala novamente.
E cala consigo todo o resto, inclusive as borboletas.
Foi ela desborboletada.
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