quarta-feira, 23 de junho de 2010

Borboletas no estômago


O escafandro e a borboleta.
A borboleta estava dentro do escafandro, nervosa, como que ansiosa para de lá sair.
Mas por que queria tanto sair dali?
Se era daquelas borboletas que só vivem por 24 horas?
Quereriam elas aproveitar aqueles momentos de angústia particular?
Os dedos se entrelaçavam, como se inquietos-nervosos. Não sabiam como fazer, o que fazer, e não eram capazes de esconder atrás de si o corpo todo.
E o olhar, os olhos antenados baixos, altos, fugindo dali, correndo... para os olhos.
Se tivesse asas voaria dali, mas não as tinha. Arrastava-se num momento infinito, que quando acabasse reviveria em sua memória, escondida em seu casulo.
Mas e o ar, onde estava o ar naquele escafandro?




Lembrei-me de você.

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