
Sei que não devo falar do que não sei;
e que não devo falar do que não me diz respeito, ou melhor, daquilo que não diz respeito unicamente a mim,
mas tenho tido alguns sonhos, que não são sonhos propriamente ditos, são mais pensamentos propriamente tidos,
e por conta destes encontro-me com maior freqüência do que o normal, sendo já o meu normal anormal aos olhos dos outros, a devanear sobre mim, sobre ti, e sobre muito que não sei agora dizer, medir ou pressentir.
E prolixa percebo que já estou a florear sensações em palavras, a fim de transformar essas palavras sentidas em ações; ações vividas.
Não havia percebido o quanto era importante pra mim. Não digo de imprescindibilidade, mas de amabilidade e, por que não, de desamabilidade – apenas em alguns momentos -, das vezes em que me ama e me critica, e das vezes em que me critica porque me ama, e me ama apesar de me criticar.
Não havia percebido o quanto te critico, e acredite, faço-o muito mais silenciosamente do que verbalmente. Critico-te por não me apoiar em algo que faço por ti, para ti... Não, mentira, na verdade é por nós, para nós que faço, pois sua razão me diz que minha emoção atrapalha; minha emoção em te ter perto, em querer te fazer feliz ao meu lado <> .
Mas minha emoção é efusiva, quer abraçar o mundo com as pernas, minha emoção me desespera, me tira a calma, essa calma que tanto me pede, que me exige, que diz que não tendo não terei nunca, jamais, coisa alguma.
Mas compreenda, por favor, que não é a calmabilidade que me falta, é você.
Você que me falta mesmo quando está perto, você que me falta pois o perto nunca o é em suficiência.
Essa saudade muda que sinto, que digo e responde “eu também”, que me diz e eu respondo “eu também”, são esses “tambéns” que dizemos não porque não nos importamos, mas porque nos importamos demais, e queremos demais, desejamos demais e temos de menos, temos de pouco (,) insuficiente, são eles que me fazem brigar, é a angústia de não te ter perto que acaba por te afastar, por me afastar, por nos afastar mutuamente.
E te Amo. E me importo, sim, com o que pensa, com a sua saudade, pois é minha saudade igualmente, é saudade que sentimos, vivemos e eu amo.Amo a saudade, é a prova que tenho, a prova diária que tenho de que você existe mesmo na minha vida, que é real, que é irreal também, visto que a realidade não comporta o tamanho dos nossos sonhos, por isso são sonhos.E por serem sonhos, por não serem reais, que neles acredito.
Acredito em nós, acredito não em mim nem em você, pois o “eu” e o “você” são egoístas, mas acredito no “nós” que pacifica, no nós que faz meu peito acalmar enquanto o coração bate forte, que acalma o peito porque somos nós, que desespera o coração porque o coração é meu.
Quero acalmar meu coração também, meu bem, e quero fazê-lo contigo. Proponho dividir contigo meu coração. Nele há muito já está, mas quero doá-lo, ou melhor, reparti-lo contigo, comigo, conosco.
É, não faz sentido, não há razão nisso, mas não há razão válida na maioria das coisas que faço, e nesse caso tudo o que disse são palavras muitas, que não têm razão de ser, só razão de continuar, é a minha razão de continuar.
Amor, não briguemos, ou briguemos, mas não a sério, mas não transplantemos essas brigas para a realidade comum, mantenhamo-nas em outro plano, em um que não nos afete, em um onde não haja a palavra “adeus”.
Amor, não choremos, amemos pois mais e mais, sejamos pois mais e mais, ajudemo-nos pois mais e mais.
Pois já te amo mais e mais diariamente, momentaneamente, te amo mais até quando estamos a discutir, sei que discutimos porque estamos vivos, e não apenas vivos, mas vivos juntos, queremos viver juntos, nós queremos.
A existência do “nós” nas sentenças, sejam elas quais forem, é o que me alegra, é o me toma quando te vejo, que me faz procurar sua mão e entrelaçar a minha a ela por baixo da mesa, por cima da mesa, por entre os lençóis, as roupas, que me faz te procurar até nos sonhos, que te faz ser sonho meu.
Meu sonho, minha realidade;
nós, nos(sos) sonhos.
e que não devo falar do que não me diz respeito, ou melhor, daquilo que não diz respeito unicamente a mim,
mas tenho tido alguns sonhos, que não são sonhos propriamente ditos, são mais pensamentos propriamente tidos,
e por conta destes encontro-me com maior freqüência do que o normal, sendo já o meu normal anormal aos olhos dos outros, a devanear sobre mim, sobre ti, e sobre muito que não sei agora dizer, medir ou pressentir.
E prolixa percebo que já estou a florear sensações em palavras, a fim de transformar essas palavras sentidas em ações; ações vividas.
Não havia percebido o quanto era importante pra mim. Não digo de imprescindibilidade, mas de amabilidade e, por que não, de desamabilidade – apenas em alguns momentos -, das vezes em que me ama e me critica, e das vezes em que me critica porque me ama, e me ama apesar de me criticar.
Não havia percebido o quanto te critico, e acredite, faço-o muito mais silenciosamente do que verbalmente. Critico-te por não me apoiar em algo que faço por ti, para ti... Não, mentira, na verdade é por nós, para nós que faço, pois sua razão me diz que minha emoção atrapalha; minha emoção em te ter perto, em querer te fazer feliz ao meu lado <> .
Mas minha emoção é efusiva, quer abraçar o mundo com as pernas, minha emoção me desespera, me tira a calma, essa calma que tanto me pede, que me exige, que diz que não tendo não terei nunca, jamais, coisa alguma.
Mas compreenda, por favor, que não é a calmabilidade que me falta, é você.
Você que me falta mesmo quando está perto, você que me falta pois o perto nunca o é em suficiência.
Essa saudade muda que sinto, que digo e responde “eu também”, que me diz e eu respondo “eu também”, são esses “tambéns” que dizemos não porque não nos importamos, mas porque nos importamos demais, e queremos demais, desejamos demais e temos de menos, temos de pouco (,) insuficiente, são eles que me fazem brigar, é a angústia de não te ter perto que acaba por te afastar, por me afastar, por nos afastar mutuamente.
E te Amo. E me importo, sim, com o que pensa, com a sua saudade, pois é minha saudade igualmente, é saudade que sentimos, vivemos e eu amo.Amo a saudade, é a prova que tenho, a prova diária que tenho de que você existe mesmo na minha vida, que é real, que é irreal também, visto que a realidade não comporta o tamanho dos nossos sonhos, por isso são sonhos.E por serem sonhos, por não serem reais, que neles acredito.
Acredito em nós, acredito não em mim nem em você, pois o “eu” e o “você” são egoístas, mas acredito no “nós” que pacifica, no nós que faz meu peito acalmar enquanto o coração bate forte, que acalma o peito porque somos nós, que desespera o coração porque o coração é meu.
Quero acalmar meu coração também, meu bem, e quero fazê-lo contigo. Proponho dividir contigo meu coração. Nele há muito já está, mas quero doá-lo, ou melhor, reparti-lo contigo, comigo, conosco.
É, não faz sentido, não há razão nisso, mas não há razão válida na maioria das coisas que faço, e nesse caso tudo o que disse são palavras muitas, que não têm razão de ser, só razão de continuar, é a minha razão de continuar.
Amor, não briguemos, ou briguemos, mas não a sério, mas não transplantemos essas brigas para a realidade comum, mantenhamo-nas em outro plano, em um que não nos afete, em um onde não haja a palavra “adeus”.
Amor, não choremos, amemos pois mais e mais, sejamos pois mais e mais, ajudemo-nos pois mais e mais.
Pois já te amo mais e mais diariamente, momentaneamente, te amo mais até quando estamos a discutir, sei que discutimos porque estamos vivos, e não apenas vivos, mas vivos juntos, queremos viver juntos, nós queremos.
A existência do “nós” nas sentenças, sejam elas quais forem, é o que me alegra, é o me toma quando te vejo, que me faz procurar sua mão e entrelaçar a minha a ela por baixo da mesa, por cima da mesa, por entre os lençóis, as roupas, que me faz te procurar até nos sonhos, que te faz ser sonho meu.
Meu sonho, minha realidade;
nós, nos(sos) sonhos.
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