sexta-feira, 28 de agosto de 2009

E essa solidão deixa o coração nesse leva e traz


Já não sinto mais teu cheiro em mim.
Esvaiu-se com o vento que sopra dentro de meu corpo e me diz que tudo acabou.
As lembranças se apagam paulatinamente.
São flashs de nossos beijos, dos seus sorrisos, e dos meus olhos castanhos refletidos nos teus, mar.
Ando por aquelas ruas que tanto passeamos, e sentir o chão debaixo dos meus pés e rir aquele riso nostálgico é agora minha única prova de que acontecemos.
E o verbo passado-presente faz nascer em meu peito um calor, uma saudade e esperança, na angústia, que queima por dentro. Essa faísca vem me confortar.
Então choro, e as lágrimas apagam de mim qualquer dúvida, qualquer faísca, me inundam por dentro, transbordam, tomam olhos e coração e não deixam divagar meus pensamentos. Prendem-me no firmamento, dão-me uma sentença: não há o que esperar, eu caminho na areia, e nela só há passos meus.

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