Ônibus são lugares incríveis.
Sempre palcos de tantos acontecimentos importantes em minha vida.
De assaltos a começos de relacionamentos, à fins de relacionamentos, à descoberta de relacionamentos.
Sem levar em conta os acontecimentos não pessoais, assim como pequenos momentos de sono profundo, local de estudos em dia de prova, quase um supermercado ambulante (sempre comprando comida no ônibus).
Causador de atrasos, brigas, local de brigas também , claro!
Mas hoje excepcionalmente serviu de espelho. Passei 30 minutos olhando meu reflexo, a paisagem, tudo, menos pessoas ou objetos que estava dentro do ônibus.
Foi incrível! Na verdade, foi um inferno. Até seria incrível se o fizesse simplesmente por não ter o que fazer, pelo ócio da vida... Mas não foi. Encontrava-me numa situação sem muitas outras alternativas plausíveis.
Contei apenas 8 árvores ao longo de uma rua quase inteira. Lastimável. Ainda afirmam haver projetos de reflorestamento nas áreas urbanas da cidade...
Os billboardings, mais conhecidos como outdoors, são montados a partir de uma base pré planejada, mas não cumprida, graças ao descaso dos montadores.
Foi perturbador perceber que em dois quarteirões seguidos não havia sequer uma lixeira. Contudo, rios de lixo eram depositados nas calçadas e passagens de água. Não é a toa que a cidade alaga sob qualquer ameaça de chuvisco.
Pude tomar conhecimento também de que sou incapaz de agir de maneira sóbria quando a pessoa ao meu lado está se divertindo (ou não) ao folhear minha vida, como se esta se resumisse a um livro.
Indignação ao perceber que um capítulo importantíssimo de minha estória pode ser colocado em apenas 10 páginas. Esperava mais. Na verdade, esperava nunca ter precisado escrever esse capítulo, nem ao menos que precisasse pensar nele, pois se dependesse de minha vontade quase inexistente, ele nunca teria começado, ou acabado, ou sido desenvolvido, ou qualquer coisa do gênero.
Espanto com a atitude tomada pelo ator principal de minha estória, que assustadoramente não virou de costas abandonando a personagem coadjuvante.
Orgulho da personagem coadjuvante que não bateu, matou ou fingiu que a persoangem pricipal era invisível e irreal.
Grata ao cenário propício para o decorrer dos acontecimentos (transporte público), e às coisas que estavam no cenário alternativo (o que era possível ver a partir da janela do ônibus).
Ainda com visível ressentimento pelo roteiro criado pela coadjuvante, que ficaria melhor no papel de figurante (ou não).
Impressionada com a capacidade da narradora-persoangem de pensar, sentir, fazer, não fazer, não pensar e não sentir, tudo ao mesmo tempo.
Aborrecida com a necessidade incansável da escritora de colocar em papel/tela todos os acontecimentos do dia das personalidades aqui citadas.
Sempre palcos de tantos acontecimentos importantes em minha vida.
De assaltos a começos de relacionamentos, à fins de relacionamentos, à descoberta de relacionamentos.
Sem levar em conta os acontecimentos não pessoais, assim como pequenos momentos de sono profundo, local de estudos em dia de prova, quase um supermercado ambulante (sempre comprando comida no ônibus).
Causador de atrasos, brigas, local de brigas também , claro!
Mas hoje excepcionalmente serviu de espelho. Passei 30 minutos olhando meu reflexo, a paisagem, tudo, menos pessoas ou objetos que estava dentro do ônibus.
Foi incrível! Na verdade, foi um inferno. Até seria incrível se o fizesse simplesmente por não ter o que fazer, pelo ócio da vida... Mas não foi. Encontrava-me numa situação sem muitas outras alternativas plausíveis.
Contei apenas 8 árvores ao longo de uma rua quase inteira. Lastimável. Ainda afirmam haver projetos de reflorestamento nas áreas urbanas da cidade...
Os billboardings, mais conhecidos como outdoors, são montados a partir de uma base pré planejada, mas não cumprida, graças ao descaso dos montadores.
Foi perturbador perceber que em dois quarteirões seguidos não havia sequer uma lixeira. Contudo, rios de lixo eram depositados nas calçadas e passagens de água. Não é a toa que a cidade alaga sob qualquer ameaça de chuvisco.
Pude tomar conhecimento também de que sou incapaz de agir de maneira sóbria quando a pessoa ao meu lado está se divertindo (ou não) ao folhear minha vida, como se esta se resumisse a um livro.
Indignação ao perceber que um capítulo importantíssimo de minha estória pode ser colocado em apenas 10 páginas. Esperava mais. Na verdade, esperava nunca ter precisado escrever esse capítulo, nem ao menos que precisasse pensar nele, pois se dependesse de minha vontade quase inexistente, ele nunca teria começado, ou acabado, ou sido desenvolvido, ou qualquer coisa do gênero.
Espanto com a atitude tomada pelo ator principal de minha estória, que assustadoramente não virou de costas abandonando a personagem coadjuvante.
Orgulho da personagem coadjuvante que não bateu, matou ou fingiu que a persoangem pricipal era invisível e irreal.
Grata ao cenário propício para o decorrer dos acontecimentos (transporte público), e às coisas que estavam no cenário alternativo (o que era possível ver a partir da janela do ônibus).
Ainda com visível ressentimento pelo roteiro criado pela coadjuvante, que ficaria melhor no papel de figurante (ou não).
Impressionada com a capacidade da narradora-persoangem de pensar, sentir, fazer, não fazer, não pensar e não sentir, tudo ao mesmo tempo.
Aborrecida com a necessidade incansável da escritora de colocar em papel/tela todos os acontecimentos do dia das personalidades aqui citadas.
Um comentário:
Ai ai... Eu tô envolvido nessa história? Será?
Quanto a 'início' e 'fim' isso é questão de INTERPRETAÇÃO (e não é propaganda gratuita do meu blog).
Ps.: Tem uma frase de uma música que eu gosto muito que vem a calhar:
"Se è amore, amore vedrai di un amore vivrai" - Due
E...
SEJA VOCÊ TAMBÉM A VOZ DOS ALFACES!!! ALFACES SÃO AMIGOS, NÃO COMIDA!!! xD ( ;) )
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