quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Como lidar com preocupações tolas

Foto: Eduardo Szpak Gaievski
Não sabia como chamá-lo, como defini-lo.
Tentara escrever sobre o assunto, plantar uma árvore e dar uma volta, mas nada disso a fez encontrar uma palavra que expressasse aquela sensação boa que tinha ao seu lado.
Sentou num banco, de frente para a praia, cruzou as pernas e olhou ao redor: o vento, as ondas, as pessoas, tudo era agradável, mas tudo parecia pequeno e fácil de delimitar.
Fechou os olhos: as mãos dadas, os sorrisos trocados, o bem estar. O friozinho no estômago e a vontade de abraçar.
Fazia-a sorrir. Fazia bem.
Era intenso.
Isso, "intenso", "intenso" definia bem. Mas não se chama ninguém de "intenso".
Droga, dera-se conta de uma palavra, mas ela de nada serviria como chamamento.
Que lindo... não, "lindo" não, seria uma cópia.
Abriu os olhos, olhou o relógio, estava atrasada. Levantou-se do banco e foi ser feliz.

Um comentário:

Libertas disse...

Continue escrevendo seus textos porque gosto deles, mas seja feliz. Queria mais textos alegres.