O problema do mundo hoje é a genitalização da relação sexual, é transformar a relação sexual em mero ato genital.
Desconsiderando a capacidade de amar, de estar com o outro.
Não devemos coisificar a outra pessoa. Ao contrário, devemos amar, antes do sexo, a pessoa.
Respeito, carinho, atenção, não é apenas uma restrição à não genitalidade.
Não pecar contra a castidade é ter consciência de que você é um ser humano e que precisa administrar bem a totalidade que você é.
Não ser capaz de respeitar o outro, o que ele sente, pensa, brincar com o sentimento do outro, isso tudo é pecar contra a castidade.
Vive-se a castidade vivendo a fidelidade, amor, respeito, sabendo que o outro não é objeto, que não está lá apenas para satisfazer as suas necessidades físicas.
O outro é uma extensão sua e, como sua, deve ser preservada e amada.
Quando seu amor próprio passa a ser o amor ao outro, encontra-se a castidade.
Quando seu amor próprio passa a ser o amor ao outro, encontra-se a castidade.
>>Padre Fábio de Melo.
Um comentário:
Concordo plenamente com essa linha de raciocínio. Mas sendo amar um verbo, temos aí uma ação que requer continuidade, cuidados especiais que vão muito além do sexo. A Fidelidade está muito além das barreiras estabelecidas pela sociedade através das doutrinas, está no questionamento: a quem devo fidelidade? a pessoa que amo ou a mim mesmo? Pois se esta fidelidade estiver atrelada a um "cenário" onde o real sentimento está "represado" de nada adiantou todo o esforço. Quanto ao respeito, esse é com certeza o axioma básico da relação. Sem ele nada existe, tudo será vazio.
Postar um comentário