
Para esses olhos que nunca me viram, nos quais nunca pude me ver, mas sempre quis me encontrar, escrevo o que espero ser a última carta, o último desabafo. Não posso mais ter com o papel, o papel não me satisfaz assim, plenamente. Tu não me satisfazes plenamente, e o sabes. Ou não, na verdade não o sabes, tu não me conheces, tu nunca me conhecerás.
Desse modo, despeço-me, não de ti, mas de ti em mim. Não mais habitarás meus pensamentos, meus sonhos, meus desejos, não mais serás pauta de minhas orações antes de dormir.
Perdoe-me não ser mais persistente, ou perdoe-me por tê-lo sido por todo esse tempo. Acontece que não acredito em contos de fadas, mas acredito nas fadas, acredito nos sonhos infantis e imaturos. Sim, imaturos, e confesso que sempre que usar essa palavra, tu me virás em mente, mas em mente, veja bem, não mais ao coração.
Questiono-me se algum dia verás tudo isso que a ti endereço. E, se o vir, o que dirá. E, se disser, o que será. E, se for, se saberei te ignorar. Sim, ignorar, meu camarada, pois estou de partida, vou-me a perder em outra estrada, uma estrada que me trará lágrimas, já que isto é pré-requisito para as estradas, mas que já me trouxe alguns sorrisos e dias de bem estar, dias estes que tu nunca poderás me proporcionar.Desse modo, despeço-me, não de ti, mas de ti em mim. Não mais habitarás meus pensamentos, meus sonhos, meus desejos, não mais serás pauta de minhas orações antes de dormir.
Perdoe-me não ser mais persistente, ou perdoe-me por tê-lo sido por todo esse tempo. Acontece que não acredito em contos de fadas, mas acredito nas fadas, acredito nos sonhos infantis e imaturos. Sim, imaturos, e confesso que sempre que usar essa palavra, tu me virás em mente, mas em mente, veja bem, não mais ao coração.
Talvez haja mais coisas para falar e, se for o caso, não falarei. O que aqui não estiver, com as minhas memórias há de ficar.
Boa estrada para ti.
Boa estrada para mim.
Sem estrada única para nós.
“Para onde agora, coração?”
2 comentários:
Eu fico inibido de escrever.
Acho que só vou voltar a ler seu blog quando terminar meu conto.
(L) minha gatinha.
(L) quando alguém, após ler algum texto meu, se sente impulsionado a escrever algo! Mande-me o conto quando tiver acabado!!
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