
- Não compreendo como pode falar tanto e fazer tão pouco! Era pra ter ido até lá e comprado as coisas, assim como falou que compraria...
- Eu esqueci, uai! Você nunca esquece de nada, não?
- Não quando digo que eu mesma vou fazer, porque daí vira uma responsabilidade.
- Ah, pára com isso! Você é cheia de preocupações, eu só me atrasei, qual o problema?
- Nenhum, meu caro, nenhum, para você nunca tem problema algum.
- E pra você sempre tem todos os problemas. Não agüento mais.
- Não agüenta? Pois bem, e o que te prende? És livre para fazer o que quiser, e ir para onde quiser.
- Deveria ir embora, não te suporto, você e suas manias, suas cobranças.
- Melhor manias do que nada, melhor acreditar em algo e tentar alcançá-lo do que ficar esperando. Sinto que há reciprocidade nessa aversão.
- Não agüento mais você!! Sai da minha vida!!!
- Como quiser
Ele sai pela porta em fúria e vai até a cozinha, depois, confuso, anda até a sala, olha as bebidas todas, escolhe uma, a mais forte, enche o recipiente de beber, deseja beber a garrafa inteira.
Ela pega uma mala grande, abre-a, abre também o guarda-roupa, vai tirando as roupas já dobradas (em perfeito estado de organização), coloca-as na mala. Esvazia rapidamente todo o armário. Chega perto da escrivaninha, a que está perto da janela, pois a outra, perto do jardim, é dele, e retira todos os papéis, canetas-tinteiro, livros e os guarda na mala também. Confusa deixa cair o vidro com a tinta nanquim que se quebra sujando o tapete.
Ele pára de beber na terceira dose, escuta um barulho de algo quebrando no quarto e vai até lá. Encontra-a agachada limpando um líquido preto com um pano, mas só consegue prestar atenção na mala aberta na cama, cheia, e no armário que estava ao seu lado, vazio.
- O que você pensa que está fazendo?
- Não penso que estou fazendo coisa alguma. Eu estou fazendo. Estou saindo da sua vida.
- Que história é essa de sair da minha vida? De onde você tirou isso?!
- Você acabou de dizer que quer que eu saia da sua vida, e é isso que estou fazendo agora. Sei que não te faço mais bem, nós só fazemos brigar, discutir, reclamar um do outro, não há mais felicidade nessa casa.
Ele vai em direção a ela, segura-a pelos pulsos, levanta-a do chão (ela resiste até que), olha dentro dos seus olhos e a beija. Ele a segura pela cintura com força, ela aperta seus braços envolta do pescoço dele com força. Trazendo-o para perto, trazendo-a para perto.
- Eu Te Amo – ele diz – Eu nunca poderia querer que você me deixasse. Eu sou contigo.
- Eu também Te Amo – ela diz em lágrimas – e não sei o que é vida longe de ti.
Beijam-se novamente, e várias e várias vezes, e caem na cama e se envolvem, jogando no chão a mala com as coisas todas que caem em cima da tinta que mancha. Se unem, se tornam um, saem da vida um do outro e criam uma vida nova.
- Eu esqueci, uai! Você nunca esquece de nada, não?
- Não quando digo que eu mesma vou fazer, porque daí vira uma responsabilidade.
- Ah, pára com isso! Você é cheia de preocupações, eu só me atrasei, qual o problema?
- Nenhum, meu caro, nenhum, para você nunca tem problema algum.
- E pra você sempre tem todos os problemas. Não agüento mais.
- Não agüenta? Pois bem, e o que te prende? És livre para fazer o que quiser, e ir para onde quiser.
- Deveria ir embora, não te suporto, você e suas manias, suas cobranças.
- Melhor manias do que nada, melhor acreditar em algo e tentar alcançá-lo do que ficar esperando. Sinto que há reciprocidade nessa aversão.
- Não agüento mais você!! Sai da minha vida!!!
- Como quiser
Ele sai pela porta em fúria e vai até a cozinha, depois, confuso, anda até a sala, olha as bebidas todas, escolhe uma, a mais forte, enche o recipiente de beber, deseja beber a garrafa inteira.
Ela pega uma mala grande, abre-a, abre também o guarda-roupa, vai tirando as roupas já dobradas (em perfeito estado de organização), coloca-as na mala. Esvazia rapidamente todo o armário. Chega perto da escrivaninha, a que está perto da janela, pois a outra, perto do jardim, é dele, e retira todos os papéis, canetas-tinteiro, livros e os guarda na mala também. Confusa deixa cair o vidro com a tinta nanquim que se quebra sujando o tapete.
Ele pára de beber na terceira dose, escuta um barulho de algo quebrando no quarto e vai até lá. Encontra-a agachada limpando um líquido preto com um pano, mas só consegue prestar atenção na mala aberta na cama, cheia, e no armário que estava ao seu lado, vazio.
- O que você pensa que está fazendo?
- Não penso que estou fazendo coisa alguma. Eu estou fazendo. Estou saindo da sua vida.
- Que história é essa de sair da minha vida? De onde você tirou isso?!
- Você acabou de dizer que quer que eu saia da sua vida, e é isso que estou fazendo agora. Sei que não te faço mais bem, nós só fazemos brigar, discutir, reclamar um do outro, não há mais felicidade nessa casa.
Ele vai em direção a ela, segura-a pelos pulsos, levanta-a do chão (ela resiste até que), olha dentro dos seus olhos e a beija. Ele a segura pela cintura com força, ela aperta seus braços envolta do pescoço dele com força. Trazendo-o para perto, trazendo-a para perto.
- Eu Te Amo – ele diz – Eu nunca poderia querer que você me deixasse. Eu sou contigo.
- Eu também Te Amo – ela diz em lágrimas – e não sei o que é vida longe de ti.
Beijam-se novamente, e várias e várias vezes, e caem na cama e se envolvem, jogando no chão a mala com as coisas todas que caem em cima da tinta que mancha. Se unem, se tornam um, saem da vida um do outro e criam uma vida nova.
2 comentários:
que pegada ein!
rsrsrsrsrsrs
adorei o texto...quero escrever que nem você quando crescer
beijo
muito legal o texto e gostei das cores q vc usou bem contrastante o azul e vermelho tipo capetalism vs socialism...
XD
Postar um comentário