Afunda na cadeira, solta os cabelos deixando-os cair sobre seus olhos. Abre a mochila, procura preguiçosamente as folhas de fichário jogadas dentro dela. Tateia e encontra o celular. Solta-o imediatamente.
Folha na mesa, estojo aberto, lapiseira nele, borracha fora.
Encara o quadro. Repleto de matéria. Perdera boa parte da aula. Percebe que o professor está falando faz mais de 40 minutos. Não escutara. Poderia perder o resto.
Três lapiseiras. Qual usar? Uni-duni-tê... A verde. Confortável. Pode escrever horas seguidas com ela sem sequer se incomodar.
Bate os dedos na mesa aleatoriamente. Olha através da janela pela fresta que a liga com o corredor, com o motivo do seu incômodo.
Ah, chega! Coloca o celular na mesa. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. Põe-se a escrever com grande entusiasmo. Primeiro verso feito. Fofo. Não sai dele. Teria direito de reclamar? “Direito de Sublevação” – a única coisa na qual prestara atenção nas aulas durante toda a manhã. Adorara aquela palavra... SUBLEVAÇÃO. Pensara nunca haver chance de usar. Pois bem, chegara a hora.
Nunca criticar algo, alguém ou uma situação sem ter algum domínio ou poder sobre elas. Não tinha verdadeiramente poder algum. Nem teórica nem praticamente. Aquela situação a chateara, ponto. Precisava reaprender a guardar seus sentimentos para si.
Pega a borracha há tempos na mesa, usa-a. No papel agora já não restava palavra, nem sombra, mal se viam as marcas de pressão exercidas pelo grafite.
Usa a folha para copiar o que está no quadro negro, começa a captar as informações ditas pelo professor. Queria ter o domínio da matéria, precisava opinar sobre alguma coisa.
Nathalia Jaimovich.
Dia 02 de outubro de 2007. (11 p.m.) aula de geografia
Folha na mesa, estojo aberto, lapiseira nele, borracha fora.
Encara o quadro. Repleto de matéria. Perdera boa parte da aula. Percebe que o professor está falando faz mais de 40 minutos. Não escutara. Poderia perder o resto.
Três lapiseiras. Qual usar? Uni-duni-tê... A verde. Confortável. Pode escrever horas seguidas com ela sem sequer se incomodar.
Bate os dedos na mesa aleatoriamente. Olha através da janela pela fresta que a liga com o corredor, com o motivo do seu incômodo.
Ah, chega! Coloca o celular na mesa. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. Põe-se a escrever com grande entusiasmo. Primeiro verso feito. Fofo. Não sai dele. Teria direito de reclamar? “Direito de Sublevação” – a única coisa na qual prestara atenção nas aulas durante toda a manhã. Adorara aquela palavra... SUBLEVAÇÃO. Pensara nunca haver chance de usar. Pois bem, chegara a hora.
Nunca criticar algo, alguém ou uma situação sem ter algum domínio ou poder sobre elas. Não tinha verdadeiramente poder algum. Nem teórica nem praticamente. Aquela situação a chateara, ponto. Precisava reaprender a guardar seus sentimentos para si.
Pega a borracha há tempos na mesa, usa-a. No papel agora já não restava palavra, nem sombra, mal se viam as marcas de pressão exercidas pelo grafite.
Usa a folha para copiar o que está no quadro negro, começa a captar as informações ditas pelo professor. Queria ter o domínio da matéria, precisava opinar sobre alguma coisa.
Nathalia Jaimovich.
Dia 02 de outubro de 2007. (11 p.m.) aula de geografia
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