sábado, 10 de setembro de 2011

Roda a vida, vive a vida

Roda Viva, do Chico Buarque

De repente, não mais que de repente, era livre.

E, livre que era para escolher para onde ir, foi ser feliz.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quem não a conhece não pode mais ver pra crer, Quem jamais esquece não pode reconhecer


Não ando com muita vontade de escrever.
Tenho até tentado, mas como tenho falado tudo o que quero e sinto, não sobrou muito a confidenciar ao papel.
Talvez escrevesse sobre meus quereres, mas hoje quero quase tudo, exceto escrever.

domingo, 28 de agosto de 2011

E quem você é hoje, meu bem?

Essa moça tá diferente , eu mesma não reconheço mais. Estou pra lá de pra frente, estou deixando tudo pra trás...

sábado, 16 de julho de 2011

Último Romance

Hoje é o dia de deixar passado e presente para trás.
Hoje é o dia de realizar meus sonhos de infância, de andar pelas ruas com as quais sonhei.
Hoje é o dia de ver o céu azul triste, a chuva fina e o frio.
Hoje é o dia de ser feliz.
No lugar que sempre quis, quero ser mais.



terça-feira, 12 de julho de 2011

Potiche - troféu

Vi "Potiche - esposa troféu", semana passada.
Filme com Catherine Deneuve e Gerard Depardieu.
Verdadeiramente adorei a transformação que ela sofre, ou melhor, que ela faz, ao longo do filme.
No começo submissa, ao fim dona de si.
Foram muitos os encantamentos, horas em que desejei pular da cadeira e gritar "Apoiada!", outras em que (quase) gritei "Deixa de ser besta, mulher, vai à luta!"
Seguraram-me à cadeira para que não me manifestasse. Mas vejo Potiche como um filme denúncia-combate.
Pra mim é um novo clássico do feminismo de esquerda.
Apaixonei-me pela personagem, pelos seus erros e acertos.
Ao fim do filme algo me marcou "Ela ainda é um troféu, mas não vai ficar muito tempo na prateleira".
O que é, pois, ser troféu?
Ser troféu é ser ícone, é ser admirada por aquilo que aparenta ser.
Ser troféu de outra pessoa é ser subordinada, decorativa.
Mas o troféu é aquilo que serve de exemplo também.
É o que os outros desejam.

Quero ser troféu... de mim.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sinto, não minto

Ainda sinto. Sinto uma falta irracional.
Sinto que sou um coração mole duro, porque nada convence meus sentimentos do contrário, e nada os controla tampouco.
Sinto-me fraca, incapaz de me auto determinar emocionalmente.
Sinto que meus sentimentos são cegos. Não enxergam o que está gritante: nada vai mudar. Tudo já mudou. Vai passar, deixa estar.
Sinto que não é nada fácil, que meu cérebro e meu coração estão em guerra.
O cérebro é inteligente, mas ele dorme. E, durante o descanso, sinto a esmo.
Sinto que sentir é bom, mas que sofrer é ruim.
Sinto que sou refém de uma parte sentimental de mim.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

De repente dei-me conta de que o rosto (às ruas) era meu


Reencontrei minhas alegrias de viver.
Reencontrei também minhas fraquezas, meus medos, minhas esperanças de ser... o que quero ser?
Reencontrei meus ideais.
Reencontrei minhas lágrimas, meus sorrisos, meu mundo particular.
Reencontrei meu mundo público, meus amigos, meus desconhecidos que entram na minha vida, dão sua contribuição e depois vão (ou eu ou eles, mas sempre vamos embora)
Reencontrei o grito de guerra, a identidade perdida, e criei identidades novas, gritei por novas guerras, reivindicando paz, e perdi a voz.
Perdi a voz mas reencontrei o amor.
O amor à luta, o amor às ruas, aos que não têm idéias e aos que têm idéias demais.
Nessas últimas semanas me recuperei de mim.
"Quem feriu meu coração fui eu, mais ninguém.
Quem feriu meu coração foi você também"
Mas quem era "você"?
Não era quem acreditei que fosse, não era nem quem ele acreditou que era.
"Você" era uma potência que nunca será em realidade.
Eu não quero potências, quero essências, quero a práxis.
Nessas semanas vi que a face que nunca vou esquecer é a minha, é a sua, é a de quem eu eternizar em mim.

Fui ÀS RUAS, jamais voltarei.