Vi "Potiche - esposa troféu", semana passada.
Filme com Catherine Deneuve e Gerard Depardieu.
Verdadeiramente adorei a transformação que ela sofre, ou melhor, que ela faz, ao longo do filme.
No começo submissa, ao fim dona de si.
Foram muitos os encantamentos, horas em que desejei pular da cadeira e gritar "Apoiada!", outras em que (quase) gritei "Deixa de ser besta, mulher, vai à luta!"
Seguraram-me à cadeira para que não me manifestasse. Mas vejo Potiche como um filme denúncia-combate.
Pra mim é um novo clássico do feminismo de esquerda.
Apaixonei-me pela personagem, pelos seus erros e acertos.
Ao fim do filme algo me marcou "Ela ainda é um troféu, mas não vai ficar muito tempo na prateleira".
O que é, pois, ser troféu?
Ser troféu é ser ícone, é ser admirada por aquilo que aparenta ser.
Ser troféu de outra pessoa é ser subordinada, decorativa.
Ser troféu de outra pessoa é ser subordinada, decorativa.
Mas o troféu é aquilo que serve de exemplo também.
É o que os outros desejam.
Quero ser troféu... de mim.
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