sábado, 2 de abril de 2011

Verão, Outono, Inverno e... Primavera.

Sobre os amores que vem e vão, sobre a magia do início e a confusão do fim.
Mas todo fim é início de um novo tempo.
Um tempo que finda, só o faz porque há outro por nascer.
E, depois do inverno rigoroso, onde tudo parece morto, as flores mais belas nascem... na primavera.
Mas a primavera ainda demora a chegar.
Agasalha-se no inverno, fita com carinho as árvores desfolhadas, a natureza morta.
Sabe que nada morre, tudo é cíclico.
Tenta se proteger do inverno impiedoso.
Vive sem medo do inverno pois sabe que seu tempo se aproxima.
É tímida, tão tímida que não deu ainda notícia alguma.
É tímida, tão tímida, que espera o inverno fazer sua cena.
Assiste a cena escondida, respeita as estações.
Lida com o frio criando flores, pequenas e frágeis.
É tão tímida e tão bela que foi, aos poucos, conquistando o inverno.
O inverno foi, aos poucos, se apaixonando pela primavera.
Pela sua beleza, pelos seus ares, suas cores, pela sua promessa de vida.
O inverno hoje está na alma, um inverno da alma.
Mas a primavera fica esperando, do lado de fora da alma. Não para surpreendê-la, mas porque aquela alma a surpreende.
A primavera é amena e gentil, a primavera ama o inverno. E, por amá-lo, ela o espera.
A primavera sabe que a tendência é que o inverno vá e ela fique.
A primavera sabe da finitude.
E é por isso que espera, a bela primavera, espera porque o minuto valeu a pena.
A primavera parece frágil, mas é ela que supera o inverno.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Dos romances americanos

ELA era popular, ELE era o cara normal. E a OUTRA, a OUTRA nem existia naquela época.
ELA se dava bem como todo o mundo. E ELE, por fazer parte do mundo dELA, também.
Mas a garota popular, depois de um tempo, cansou e decidiu terminar.
ELE aceitou, mas não sem chorar.
Mas, como o tempo passa tudo, fez a lágrima secar.
ELE, por acaso-engano do destino, a OUTRA conheceu.
E, ao que parecia, o que ELE sentia por ELA faleceu.
A OUTRA não pertencia àquele mundo, nem sabia que aquilo existia. O que a OUTRA sabia era que ELE a feliz fazia.
Mas ELA voltou atrás, por amor, posse ou orgulho ferido. Queria novamente o que era seu por destino, quis resgatar seu presente.
E ELE, ELE disse à OUTRA que ELA queria. E a OUTRA, inocente, que nada de amar sabia, confiou no que ELE dizia "Nunca vou te magoar".
ELE disse que iria pegar suas coisas na casa dELA: roupas, DVDs e o disco do Pixinguinha. E foi.
A OUTRA, preocupada, perguntou como fôra.
"Tranquilíssimo"
ELA era popular, tinham amigos em comum, e uma dessas amigas anos faria.
ELE ia, ELA também.
A OUTRA ficaria.

ELA havia ligado, queria voltar.
"Tranquilíssimo"
ELE disse à OUTRA que pra ELA não voltaria.
Mas a OUTRA não iria.

Comentários a OUTRA já não mais fazia, pois ELA não gostaria.
"Tranquilíssimo"
Namorando estavam, mas o mundo não sabia.
Armadilha?

Com ELAELE se encontraria.
Maravilha.
E a OUTRA lá não estaria.

O que não podia?
Se o mundo dos dois soubesse da OUTRA?
Como pôde trocá-la por OUTRA?
Como explicaria?

Não diria.
É segredo, não conte a ninguém, mas o mundo O quer com ELA, e ELA também.
E sozinho iria, pois não tem ninguém.

O que a OUTRA faria?
Respeitaria a ELE e a maioria.
Pegaria suas coisas... nada tinha.
Partiria.

Eles viveram felizes para sempre.
Fim.


Texto de 24/03/2011

Talvez este texto não seja verídico, mas é belo.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Nada mais

Ler ao som de Soldier of Love
Nada mais sentia por ela além de um carinho e bem querer.
Nada mais.
Nada mais disse além do que lhe foi perguntando por diversas vezes.
Nada mais.
Nada mais quis além de dar-lhe um beijo na testa, um abraço frouxo e uma expressão de nada.
Nada mais.
Nada daquilo fazia sentido, como uma paixão nasce e morre em dois meses?
E, como um amor que nasce em dois meses pode ser deixado de lado porque a paixão está latente?
Nada mais.
Nada mais além do motivo do fim.
Nada mais.
Disse ela que o motivo do fim poderia ser revisto, poderia ser superado.
Sem perspectivas de mudança, disse ele, não vale a pena tentar.
Nada mais.
No dia seguinte, segura de si, superou as expectativas nulas e provocou as mudanças para as quais não havia perspectiva.
Avisou-o de que nadara contra a corrente.
Ele nada disse.
Ela nada  mais.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Da saudade e do ciúme

Andam juntos.
Anda amando por aí sem motivo aparente.
Anda com saudade quando ele está ausente.
Anda com ciúme quando pensa que ele anda por aí.
Anda sem saber o motivo do ciúme, que nunca antes teve ciúmes de ninguém.
Mas também nunca antes amou alguém sem motivo aparente.
Anda em voltas pelo quarto
Anda em dúvida
Anda sem rumo
Deita na cama, fita o teto.
De que serve saudade e ciúme?
Talvez de nada, mas são provas do amor que sente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dois em dois... de um, só a saudade pelo outro

Abraçados estavam
Quem sabe a gente não vira um só?
Não quero que a gente seja um só, quero que sejamos dois. Quero o seu sorriso, o seu jeito. Quero que a gente seja dois e, se abraçando, que a gente se complete.

Eram dois, dois que se completavam e continuavam, completos, como dois
Dois felizes, dois em dois

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Qual é o seu sonho?

E com o que você tem sonhado?
Com você.
E como você se sente?
Feliz.


Silêncio.
Trocam olhares, ensaiam sorrisos, se beijam.


Eram 22:22. Um desejo?
Já tinha quem desejava.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Eu ia escrever sobre meus desejos, mas já fizeram isso por mim

Coisa Mais Adorável

Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse, que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou

Eu queria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse o meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver

Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo
Eu queria que nós pudéssemos ser algo


By Kate Nesh