segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Roteiro Pré Fabricado


Namoraram por anos.
Planos de casar, constituir família, ter filhos e ser feliz para sempre.
Até que... ela terminou com ele.
Muitas lágrimas, tentativa de volta dele.
Silêncio do lado dela.
Ele encontra alguém que o faz sorrir.
Ela se sente ameaçada.
Ela o procura, ele diz que não há mais o que falar.
Eles retomam contato nas vias sociais (só por educação e respeito à toda aquela história de anos).
Ele diz à garota que o faz sorrir que não há ameaça.
A garota tenta crer.
Ela resolve ser mais incisiva.
Apelo emocional, fingindo-se de menina carente e perdida (na verdade não encontrou ninguém ainda, e acha um absurdo que ele, que levou o pé na bunda, já esteja em outra).
Ela tenta falar sobre os motivos do fim, resolver o que estava mal resolvido.
Ele tenta resolver também, descobrir por que foi "demitido".
Ela oferece a amizade, ele aceita.
Começam as comparações, as boas ligações, aquela amabilidade que existia no início do namoro, e que o fim  fez renascer como Fênix.
Ele se sente tocado, lembra de como foram felizes, de como é mais fácil continuar com uma história de anos do que começar algo do nada.
O comodismo fala mais alto, os sorrisos ficam mais rasos, duram menos.
O sorriso da garota vem acompanhado de dúvidas, de quem sabe que viver do passado não faz ninguém feliz, e que não se pode andar pra frente olhando pra trás. Porque assim você cai e coloca a culpa no presente.
O presente não mais satisfaz, e o passado parece cada vez mais próximo.
Corta o sorriso, flerta com o passado.
Tenta se convencer de que o passado já passou e busca sorrir novamente.
O sorriso ainda está presente, mas já não sorri tanto como antes.
O sorriso sente que lágrimas estão por vir.
E elas vêm.
O sorriso se foi, sua alegria também.
Ele e ela voltam, o presente vira revival do passado.
E o sorriso vai sorrir em lágrimas em outros cantos, dizendo o que eles tanto temiam dizer: "Adeus".

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