Imagem de Flávio Moreno
Não é fácil dizer Adeus.
Dói.
Não se esquece um Adeus, muito menos se esquece a pessoa para a qual se dá Adeus.
O Adeus eterniza na memória, na vida, no coração, a existência daquela pessoa.
O Adeus só é dado quando necessário, é um gesto marcante de ruptura.
O Adeus só se dá a quem se gosta, a quem tem importância na nossa história.
Para os outros, para os que nada nos significam, não dizemos Adeus, apenas nos afastamos, partimos, deixamos partir.
O Adeus é uma prova de bem querer, é abdicar da presença alheia por um motivo maior.
O Adeus quase sempre traz consigo lágrimas, tristeza, nostalgia.
Por mais que no momento do Adeus você queira dizê-lo, em algum momento anterior a ele você teve carinho, talvez até amor.
O Adeus dito ao outro demora para ser sentido por nós.
Porque por mais que repitamos para nós mesmos "Acabou, não tem mais, é o fim", sempre nos encontramos a reviver mentalmente as lembranças, mas não as lembranças do Adeus, e sim aquelas boas, dos minutos que tivemos, que olhamos e amamos, mesmo longe.
Mas o ápice do Adeus é quando nos conformamos com o fim, com a separação, quando nós sentimos que o Adeus de fato ocorreu, se materializou.
E é depois dessa conformação, minutos, dias, meses, o tempo que for para que compreendamos o que quis dizer aquele Adeus, que algo maravilhoso às vezes acontece.
Por várias vezes superamos, nos conformamos, esquecemos.
Mas por poucas vezes estamos aqui, aí, na vida, a fazer coisas simples, como andar pela rua, a olhar o que passa, e o Adeus volta.
Silencioso, sereno, deliciosa e displicentemente devastador.
O Adeus passa na nossa frente e diz "Olá".
E o turbilhão do despreparo, da incerteza, volta à cena, e os sentimentos todos... retornam...
Mas o que sempre retorna com o Adeus é a esperança.
E uma vez me disse alguém, alguém que me disse Adeus faz pouco tempo (um Adeus com prazo de validade: a minha morte e o nosso reencontro), que "a esperança é o empréstimo antecipado da felicidade".
Não temo dizer Adeus, temo apenas perder a esperança do reencontro.
Não é fácil dizer Adeus.Dói.
Não se esquece um Adeus, muito menos se esquece a pessoa para a qual se dá Adeus.
O Adeus eterniza na memória, na vida, no coração, a existência daquela pessoa.
O Adeus só é dado quando necessário, é um gesto marcante de ruptura.
O Adeus só se dá a quem se gosta, a quem tem importância na nossa história.
Para os outros, para os que nada nos significam, não dizemos Adeus, apenas nos afastamos, partimos, deixamos partir.
O Adeus é uma prova de bem querer, é abdicar da presença alheia por um motivo maior.
O Adeus quase sempre traz consigo lágrimas, tristeza, nostalgia.
Por mais que no momento do Adeus você queira dizê-lo, em algum momento anterior a ele você teve carinho, talvez até amor.
O Adeus dito ao outro demora para ser sentido por nós.
Porque por mais que repitamos para nós mesmos "Acabou, não tem mais, é o fim", sempre nos encontramos a reviver mentalmente as lembranças, mas não as lembranças do Adeus, e sim aquelas boas, dos minutos que tivemos, que olhamos e amamos, mesmo longe.
Mas o ápice do Adeus é quando nos conformamos com o fim, com a separação, quando nós sentimos que o Adeus de fato ocorreu, se materializou.
E é depois dessa conformação, minutos, dias, meses, o tempo que for para que compreendamos o que quis dizer aquele Adeus, que algo maravilhoso às vezes acontece.
Por várias vezes superamos, nos conformamos, esquecemos.
Mas por poucas vezes estamos aqui, aí, na vida, a fazer coisas simples, como andar pela rua, a olhar o que passa, e o Adeus volta.
Silencioso, sereno, deliciosa e displicentemente devastador.
O Adeus passa na nossa frente e diz "Olá".
E o turbilhão do despreparo, da incerteza, volta à cena, e os sentimentos todos... retornam...
Mas o que sempre retorna com o Adeus é a esperança.
E uma vez me disse alguém, alguém que me disse Adeus faz pouco tempo (um Adeus com prazo de validade: a minha morte e o nosso reencontro), que "a esperança é o empréstimo antecipado da felicidade".
Não temo dizer Adeus, temo apenas perder a esperança do reencontro.
4 comentários:
Gostei do texto, gostei da combinação texto/imagem (rs)...
enfim, gosto do seu jeito de escrever...
e é aquilo, baby: melhor que ter que dizer adeus é não dizer... talvez, enganar o coração e levar o sonho adiante...
Muito obrigada, de verdade, vindo de ti é um elogio ainda mais especial! Adoro seus textos, seu ritmo de escrita, me faz bem e, apesar de às vezes me despertar sensações de angústia, me sinto livre lendo, é como se conhecesse mais de mim.
apenas assumimos nossas sensações sob a forma de um limitado vocabulário. e que esforço é isso...rs
beijoca.
Continue se esforçando... eu agradeço! :p
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