segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Erva Daninha


-Eu sou como uma erva daninha, daquelas que ficam nos muros, bonitas de se ver, verdinhas, verdinhas, lindinhas, daninhas.
Eu escolho um muro que me agrade e dele me aproximo, e começo a crescer nele, com ele, e me espalho, e tomo conta.
Linda daninha.
A erva daninha se mistura ao muro. Suas raízes entram pela estrutura, fragilizam o muro, vão destruindo-o paulatinamente.
Quando não há mais muro, quando o muro cai, ou quando toda a sua extensão já está tomada pela daninha, a daninha percebe que não foi o suficiente, e escolhe outra superfície, outro muro.
E o roteiro se repete, com algumas modificações.
Uma, duas, três
Quatro, cinco, seis
Mas já decidi qual será o próximo muro.

-Eu sabia que teria um próximo, quem será o próximo muro?

-Eu mesma.

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