Pediram-me um texto de uma página, mas queria mesmo era fazer uma poesia de cinco estrofes. Contudo, após fitar a folha em branco e perder-me em devaneios, percebi que o mais apropriado seria escrever uma crônica.
Assim, fui buscar em minhas memórias situações corriqueiras, a fim de encontrar algo sobre o qual debruçar-me e desvendar. Todavia, as conversas atrapalhavam-me, pois meus colegas de classe estão sempre a discutir os problemas do mundo.
Inspirei-me, então, na discussão sobre o jornal estudantil. Ajeitei-me na cadeira e pus-me a escutar os burburinhos sobre quais artigos escolher. Não se davam por vencidos. Encontraram-se com os obstáculos: tempo, dinheiro, patrocínio e desorganização; não se deixaram abater, e continuaram a procurar saídas aos problemas de todo dia.
O aluno petrosecundense é incapaz de calar-se. Durante todos os meus anos nesta instituição, dei-me conta de que nunca houve silêncio. Estão sempre a conspirar, maquinar, debater as causas da vida.
Sendo a incapacidade de silenciar uma questão marcante e diária no histórico dos representantes de nosso colégio, elegi o cotidiano destes como assunto de meu trabalho.
Rabisquei uma poesia em versos confusos, sem métrica ou rima, que falava de todos nós, mas desconsiderei-a ao constatar que o aluno CPII não se encaixa em regras definidas.
Esbocei um conto idealizado sobre as nossas vidas e aulas, mas também não obtive sucesso; não somos alheios ao que nos cerca.
Por fim escrevi uma crônica, respeitando a decisão tomada ao início deste escrito, mas seu último parágrafo não existia, visto que não se pode pôr fim ao espírito revolucionário que toma estes peitos protegidos pela força do emblema.
Convenci-me, desse modo, de que meu texto não tem nome, porque a única regra existente para os alunos do Colégio Pedro II é o ímpeto de não aceitar sem analisar, se rejeitar veementemente o que foi imposto e o que nos é nocivo, e o que nos caracteriza não é o poema, o conto ou a crônica, mas o Amor crônico que temos pela vida, pela vida em Pedro II.
Assim, fui buscar em minhas memórias situações corriqueiras, a fim de encontrar algo sobre o qual debruçar-me e desvendar. Todavia, as conversas atrapalhavam-me, pois meus colegas de classe estão sempre a discutir os problemas do mundo.
Inspirei-me, então, na discussão sobre o jornal estudantil. Ajeitei-me na cadeira e pus-me a escutar os burburinhos sobre quais artigos escolher. Não se davam por vencidos. Encontraram-se com os obstáculos: tempo, dinheiro, patrocínio e desorganização; não se deixaram abater, e continuaram a procurar saídas aos problemas de todo dia.
O aluno petrosecundense é incapaz de calar-se. Durante todos os meus anos nesta instituição, dei-me conta de que nunca houve silêncio. Estão sempre a conspirar, maquinar, debater as causas da vida.
Sendo a incapacidade de silenciar uma questão marcante e diária no histórico dos representantes de nosso colégio, elegi o cotidiano destes como assunto de meu trabalho.
Rabisquei uma poesia em versos confusos, sem métrica ou rima, que falava de todos nós, mas desconsiderei-a ao constatar que o aluno CPII não se encaixa em regras definidas.
Esbocei um conto idealizado sobre as nossas vidas e aulas, mas também não obtive sucesso; não somos alheios ao que nos cerca.
Por fim escrevi uma crônica, respeitando a decisão tomada ao início deste escrito, mas seu último parágrafo não existia, visto que não se pode pôr fim ao espírito revolucionário que toma estes peitos protegidos pela força do emblema.
Convenci-me, desse modo, de que meu texto não tem nome, porque a única regra existente para os alunos do Colégio Pedro II é o ímpeto de não aceitar sem analisar, se rejeitar veementemente o que foi imposto e o que nos é nocivo, e o que nos caracteriza não é o poema, o conto ou a crônica, mas o Amor crônico que temos pela vida, pela vida em Pedro II.
Nenhum comentário:
Postar um comentário