Ainda não sei o que escrever.
Mas também não sei ficar calada.
Mas também não sei ficar calada.
Sei que o que fiz foi certo.
E descobri que fazer o certo nem sempre faz bem.
O certo nem sempre me dá certeza.
Mas fiz o que devia ser feito.
O que ocupou às vezes minha mente é se isso tem ou não volta.
Mas fiz o que devia ser feito.
O que ocupou às vezes minha mente é se isso tem ou não volta.
Tentei me convencer de que não há volta.
Que não é pássageiro.
Mas insistir no certo é ainda pior do que fazê-lo.
Depois tentei me convencer de que era passageiro.
Contudo, se o fizesse, a desilusão caso estivesse errada seria enorme.
E como disse Aristóteles, aquele que sabia não saber nada, ninguém pode desejar o mal a si mesmo.
E aquela realidade me fazia mal.
Não havi como eu mudar a realidade, bem como era impossível, além de inadmissível, passar a aceitá-la.
Mais inviável ainda seria tentar não me sentir mal.
Seria como abaixar as defesas que verdadeiramente me protegem (pois aquelas que me afastam do mundo já foram emobra há algum tempo).
Ninguém pode desejar o mal a si mesmo.
Ninguém pode se manter numa situação que lhe traz intranquilidade.
Se minha paz depende de um ato meu ou de um ato alheio, e este alheio não toma nenhuma atitude, buscarei minha paz eu mesma.
Como disse anteriormente, sei bem o que quero: quero tranquilidade, paz, quero ser feliz.
Não vou viver com medo de perder.
"Não dizer o que pensa já é pensar em dizer", lembro bem disto.
E viver com medo de perder já é perder o prazer de viver.
As mudanças alheias não cabem a mim.
A mim cabe ser feliz.
Preparo meu barco com meus pertences. Minha tripulante é minha flor de Lotus. Vou viajar por aí, deixar minha flor crescer ao sol do outono. Vou buscar os cais amigos, vou me buscar no mar.
Se volto?
Não sei, deixo o mar me levar.
1SVR




