quinta-feira, 31 de março de 2011

Nada mais

Ler ao som de Soldier of Love
Nada mais sentia por ela além de um carinho e bem querer.
Nada mais.
Nada mais disse além do que lhe foi perguntando por diversas vezes.
Nada mais.
Nada mais quis além de dar-lhe um beijo na testa, um abraço frouxo e uma expressão de nada.
Nada mais.
Nada daquilo fazia sentido, como uma paixão nasce e morre em dois meses?
E, como um amor que nasce em dois meses pode ser deixado de lado porque a paixão está latente?
Nada mais.
Nada mais além do motivo do fim.
Nada mais.
Disse ela que o motivo do fim poderia ser revisto, poderia ser superado.
Sem perspectivas de mudança, disse ele, não vale a pena tentar.
Nada mais.
No dia seguinte, segura de si, superou as expectativas nulas e provocou as mudanças para as quais não havia perspectiva.
Avisou-o de que nadara contra a corrente.
Ele nada disse.
Ela nada  mais.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Da saudade e do ciúme

Andam juntos.
Anda amando por aí sem motivo aparente.
Anda com saudade quando ele está ausente.
Anda com ciúme quando pensa que ele anda por aí.
Anda sem saber o motivo do ciúme, que nunca antes teve ciúmes de ninguém.
Mas também nunca antes amou alguém sem motivo aparente.
Anda em voltas pelo quarto
Anda em dúvida
Anda sem rumo
Deita na cama, fita o teto.
De que serve saudade e ciúme?
Talvez de nada, mas são provas do amor que sente.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dois em dois... de um, só a saudade pelo outro

Abraçados estavam
Quem sabe a gente não vira um só?
Não quero que a gente seja um só, quero que sejamos dois. Quero o seu sorriso, o seu jeito. Quero que a gente seja dois e, se abraçando, que a gente se complete.

Eram dois, dois que se completavam e continuavam, completos, como dois
Dois felizes, dois em dois

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Qual é o seu sonho?

E com o que você tem sonhado?
Com você.
E como você se sente?
Feliz.


Silêncio.
Trocam olhares, ensaiam sorrisos, se beijam.


Eram 22:22. Um desejo?
Já tinha quem desejava.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Eu ia escrever sobre meus desejos, mas já fizeram isso por mim

Coisa Mais Adorável

Tudo que eu sei é que você é tão adorável
Você é a coisa mais adorável que já vi
Eu queria que nós levássemos isso adiante
Ver se podemos ser algo.

Eu queria que eu fosse a sua garota favorita
Eu queria que você pensasse, que eu sou a sua razão de estar no mundo
Eu queria que meu sorriso fosse o seu sorriso favorito
Eu queria que a maneira como eu me visto fosse o seu estilo favorito
Eu queria que você não conseguisse me entender
Mas sempre quisesse saber como eu sou

Eu queria que você segurasse a minha mão quando eu estivesse chateada
Eu queria que você nunca esquecesse o meu olhar quando nos vimos pela primeira vez
Eu queria que tivesse uma marquinha na pele de que você gostasse secretamente
Porque estaria num lugar escondido onde ninguém poderia ver

Basicamente, eu queria que você me amasse
Eu queria que você precisasse de mim
Eu queria que você entendesse que quando eu pedisse dois torrões de açúcar, na verdade eu queria três
Eu queria que sem mim o seu coração se partisse
Eu queria que sem mim você passasse toda suas noites acordado
Eu queria que sem mim você não pudesse comer
Eu queria ser a última coisa em que você pensasse antes de dormir

Tudo que eu sei é que você é a coisa mais adorável que eu já vi
Eu queria que nós pudéssemos ser algo
Eu queria que nós pudéssemos ser algo


By Kate Nesh

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Sofrimento é ficar te olhando enquanto se vai

"Foram anos até te achar.
Sofrimento é ficar te olhando enquanto se vai."


Com isso em mente chorou. Com isso em tela, com as letras na tela, ria e chorava ao mesmo tempo.
Estava tão feliz que chorava.
Mas o choro não era manifestação de felicidade, como muitos erroneamente pensam.
Era tão feliz ao seu lado que seu corpo se deu conta de que não precisaria mais guardar lágrimas para os momentos de tristeza.
O choro era seu corpo dizendo Adeus àquela que por tanto tempo foi sua forma de sentir
Chorou ali pra não ter que chorar nunca mais.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Entreouvido por aí e em minha mente

Na balada...

E aí, gatinha, como é que você tá?
Ligeiramente louca
Ah, maneiro, você vem sempre aqui?
Só quando o ar condicionado tá ligado.
Jura?
Não, mentira, venho quando você não tá.
Sabia que eu te lamberia todinha?
Tá me achando com cara de piroca?
Oh, que isso, gostosa! É que tu me deixa com tesão!
Enfia o dedo no cu que passa.
Não, não... mas diz aí, o que você faz da vida?
Sou profissional do sexo.
Uau, quer conferir o material?
Não, obrigada, só trabalho com coisa grande.
Ah, vai tomar no cu!
Só se tiver mais de 18 cm.