terça-feira, 17 de julho de 2007

Daí olhei no fundo dos seus olhos


Daí olhei no fundo dos seus olhos e percebi que, por mais que saiba, nada saberei.
Você é um mistério em movimento
Cada resposta é uma pergunta
Cada pergunta é um desafio
Cada afirmação é uma dúvida
Cada negação é um ponto
E por mais horas que passe ao seu lado, é como se não descobrisse nada, pois esconde tão bem o que sente, que nem sabe se sente o que não diz sentir.
Então as dúvidas se perpetuam.
A cada gesto de carinho e atenção.
Como diz que eu sei ou conheço, se de seus lábios só reconheço os beijos, que com felicidade vou para receber
E essa ínfima felicidade já é sopro de vida capaz de me fazer sorrir, chorar...capaz de me fazer dormir, capaz de me fazer sonhar...
Daí olhei no fundo dos seus olhos e percebi que sentir é perigoso.
Joguei no lixo os sentimentos
Talvez agora esteja pronta

Nathália Jaimovich.
Dia 17 de setembro de 2007

domingo, 28 de agosto de 2005

Interminável


Me irrito por não saber o que pensas,
Me irrito por não saber o que fazer
Às vezes me irrito com sua presença
Outras me irrito por não te ter.

Às vezes me irrito por falar
Outras me irrito por me calar
Às vezes me irrito com você
Outras me irrito por você.

Às vezes te sinto tão perto
Outras tão longe
Às vezes sinto que me persegues
Outras que se escondes.

Às vezes age como criança
Às vezes essa criança me cansa
Outras essa criança me alcança
Me atingindo como nunca pude imaginar.


Nathália Jaimovich.
Ano de 2005

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Feliz o poeta que sabe amar


Feliz o poeta que sabe amar

Por que razão haveria de me amar,
Se esses versos feitos para te conquistar
Justificam todo o amor que tens por ela
E as carícias que ambos estão a trocar.

É um sentimento que às vezes me domina
Que alegra e entristece meu viver
Que coloca um sorriso em meus lábios,
É apenas a lembrança de você.

Mas recordo de seu rosto entristecido
Seu olhar perdido na imensidão
Dessa vida sempre cheia de mistérios,
Que acaba por me arrastar para a solidão.

Mas de rimas não vive nenhum homem,
Quanto mais uma menina quase mulher
Pois sempre que a tristeza me consome,
Vem em mente a mulher que você quer.

Nathália Jaimovich.

domingo, 1 de maio de 2005

Por que?

Por que?

Por que o céu é tão azul,
Nas nuvens não dá pra por a mão?
A terra improdutiva então,
E essa sociedade não ajuda não?

Por que não dá pra respirar debaixo d’água
E fazer como o tubarão
Vivendo nas profundezas,
Mas nunca na solidão?

Por que o beija-flor sabe voar,
Mesmo sem bater parece flutuar?
E a borboleta colorida,
Por que é símbolo de vida?

Por que quando nascemos
Todos querem nos abraçar,
E quando nós crescemos
Passam a nos odiar?

Por que mamãe não deixa palavrão,
Se quando está com raiva grita de montão?
Por que fazemos tanta indagação?
Será que é porque não agüentamos mais o NÃO?

Por que nós choramos sempre que
Alguém acaba por nos magoar?
Por que nunca nos vêem aqui,
Esperando a hora de alguém responder?

terça-feira, 20 de julho de 2004

DE QUEM não TE AMA


Eu penso em você
Não sempre, só quando respiro
Eu imagino seu rosto
Mas é só quando olho para alguém
Não espero seu telefonema
É apenas coincidência o fato de que sou sempre eu que atendo as ligações
Não me importo onde está

A culpa não é minha por sempre nos encontrarmos
Não queria saber em qual sala estuda
Achei seu nome por acaso na lista de turmas. Afinal, eram só quarenta e sete
Não tenho idéia de quais sejam suas companhias
Mas acabei virando amiga do seu irmão
Não sabia do seu jogo
Só estava lá porque gosto de futebol (sempre assisto o Rogério Ceni jogando pelo Flamengo)

Sei que o melhor seria não te ver
Mas olhe como é a vida... minha Ed. Física é no mesmo horário da sua

Não quero causar intrigas
Mas vi sua namorada aos beijos com outro
Nunca tive a pretensão de que descobrisse meus sentimentos
Mas as poesias eram boas, então colocaram no jornal

Você nunca veria esse texto
Está na sua mochila apenas porque me confundi.
Beijos de quem
não te ama,
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